domingo, janeiro 14, 2007

Invasão concedida


Afinal de contas nada mais importa, não me interessa que te esperem em casa, aqui és o que eu quero e fazes o que eu quero, cedes como e quando eu quiser, e em cada dentada que te dou no lóbulo da orelha sentes a urgência entre as pernas a crescer, perdes a noção de espaço e de tempo e queres mais, mas ainda não estás preparado, quero que apenas oiças a pulsação do teu coração, a cada centímetro que lambo deixo o rasto de desejo e tu sabes bem, é pura tesão…
Deixa as mãos penderem para já, agarro-te os cabelos curtos e puxo-te um pouco para trás, beijo-te o pescoço com a língua e acaricio com as unhas, sentes os meus dentes nos teus mamilos, não sabes onde estou nem para onde vou, prostrado e sem consciência, cedes mais um pouco…
Seguro-te as mãos acima da cabeça e proíbo-te o movimento, desço mais uma vez pelo doce do teu corpo, exploro cada centímetro com a língua, dentes e lábios, agarro-te a carne com força, puxo e empurro, acaricio-te com as unhas, vou até ao amâgo da tua virilidade, onde pelo seu estado imagino a tua excitação, mas é pouco quero mais… paro mesmo no centro de ti, uso toda a minha vontade de te ver libertar os instintos animalescos que escondes, e consigo, ergueste na minha direcção com olhar decidido, violento, todo tu és decisão, agarras-me com as tuas mãos os meus braços e puxas-me até ti, obrigas-me ao beijo que te nego, mordes-me o lábio, ergues-me e voltas a levar-me para a cama, onde me deixas imobilizada pelo peso do teu corpo, embriagas-me com o teu odor, sinto a tua virilidade, dura, na minha perna, secretamente anseio por ela…
Permito-te o explorar do meu corpo, que a minha pele seja marcada pela tua barba, que me consumas, sem entraves, delírios, idealismos, ou mesmo moralismos
Entra, não e coíbas de me mostrar a tua força.

A outra Puta

2 comentários:

O Pâncreas disse...

Sim senhor...sem receios e venham mais cinco...

R.

A outra Puta disse...

Confesso que fui sorrelfa para aqui chegar, dei comigo a infiltrar-me nas veias destas que se intitulam de putas, e assim me deixam actuar, embebendo-as em palavras, expondo os meus anseios a quem os lê. Não me conhecem a identidade, porque não tenho origem, nem tenho destino, sou apenas a outra, e pretendo vir mais vezes… mais do que cinco.
Grata pela leitura