quarta-feira, novembro 21, 2007

"E se eu nao morresse nunca e eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas - Cesário Verde"

Hoje quero apenas ser assim, num estado bruto, açucarado, sem perder o metálico, quero partir em caminhos de algodão virgem com sapatos de ferro!... Hoje não suporto o mundo, mas não vivo sem ele e agarro-me às paredes e procuro as feras que ao fundo rugem ao sentir o meu cheiro… corre em mim a vontade de correr, mas sem muito me mexer, olho para a janela que não tenho e vejo o mundo que afinal, é apenas meu; aquele que guardo dos tempos de menina na sala de aula, com chão de madeira velha, e janelas tão, mas tão grandes que cabiam lá camiões, que eu desenhava, megalómana, em folha e comparava os tamanhos à luz de um sol frio de Inverno…

Hoje é no meu mundo que me guardo, com medo de me perder no que me dão…

Nada neste mundo se perde, a não ser aquilo que se perde de certeza…

2 comentários:

Anónimo disse...

:)

se soubesses quantos dias também acordo assim...

puta arrogante

ângela marques disse...

tão lindo... estes versos do Cesário e o que escreves.
Gostei do blog. Volto.
Bjs